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A violência sofrida pela mulher e seus reflexos sobre a sexualidade na pós-menopausa 

Esse artigo é um Estudo de Caso de uma paciente que sofreu violência na infância, praticado por sua mãe e, posteriormente, em sua relação conjugal. 

Analisaremos os reflexos da violência vivenciada sobre a sexualidade e suas influências psicológicas na passagem para a menopausa. Além disso, ressaltaremos a importância da escuta na clínica ginecológica e no atendimento à saúde da Mulher. 

Método: Descrição do Caso de uma paciente com queixa de disfunção sexual e que se encontrava em acompanhamento em um ambulatório médico especializado para sintomas da menopausa. 

Conclusão: A relação violenta experimentada com a mãe durante a infância e a adolescência influencia na escolha do parceiro amoroso, bem como na exposição à violência com o companheiro, gerando reflexos importantes sobre a sexualidade. 

O Climatério é vivido de maneira singular pela mulher, assim, apesar das queixas de disfunção por insatisfação sexual, neste caso, a menopausa foi experimentada como uma fase de modificações para a realização de desejos eróticos e amorosos.

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Feminicídio: Todos somos responsáveis

Mariana de Lima Costa, 29 anos, assassinada pelo marido Jonas Ferreira Rocha. Paulina Rodrigues, 103 anos, assassinada pelo antigo genro Cícero Souza. Rose Paredes, 39 anos, assassinada por um homem que morava junto com ela e sua família, Eduardo Gomes. Francielle Guimarães Alcântara, 36 anos, foi torturada e mantida em cárcere privado por cerca de um mês até ser finalmente assassinada pelo marido, Adailton Freixeira da Silva. Vitória Caroline de Oliveira Honorato de 15 anos assassinada pelo namorado Lucas da Silva Cordeiro.

Mulheres de diferentes perfis foram assassinadas, todos esses crimes foram praticados no estado do Mato Grosso do Sul e especialmente são feminicídios, ou seja, são homicídios qualificados, praticados contra as mulheres por razões da condição do sexo feminino. (art. 121. Parágrafo 2º inciso VI do CPB). Nosso estado ocupa o triste segundo lugar de todo o Brasil (juntamente com Roraima) em número de assassinatos de mulheres (dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública).

Outro ponto importante que liga esses crimes é o fato de que eles foram cometidos nos primeiros 30 dias do ano; 2022 mal havia começado e já anunciava que seria um ano violento para as mulheres do nosso estado.

A partir dessa realidade, neste trabalho proponho uma breve concepção do crime para a psicanálise, com as contribuições de Freud e Lacan sobre o tema.

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